MVP: O que é e como definir o seu?

MVP: o que é e como definir?

Quanto dinheiro você tem para fazer o seu MVP? Quanto tempo de vida da sua empresa isso representa?

É comum queremos lançar um produto o mais rápido possível gastando pouco dinheiro. Ou seja, sempre queremos construir da melhor forma, executar com perfeição e com isso causarmos boa impressão para nossos clientes. Afinal, quem não gostaria de ter esse processo. Porém, tempo e dinheiro caminham juntos nessa jornada empreendedora e precisão de gestão.

Por isso, conhecer técnicas de validação de negócio para reter dinheiro e ganhar tempo é imprescindível para atingir grandes resultados. Neste artigo vamos falar sobre o que é e como definir seu MVP.

O que é MVP?

Já parou para pensar que grandes empresas como Facebook, Drop Box e Easy Táxi passaram por um processo de validação do modelo de negócio? Isso mesmo, antes de se tornarem empresas mundialmente conhecidas, estas utilizaram técnicas de MVP para validar suas ideias. Mas, afinal, o que é esse tal de MVP?

Podemos dizer que MVP (Minimum Viable Product, ou em português Produto minimamente viável) é o conjunto de práticas de testes para validar uma ideia em um curto espaço de tempo. Ou seja, o MVP ajuda sua empresa validar de forma rápida se o seu  negócio resolve a dor de alguém e, se pagariam por ele. No entanto, não estamos falando do produto final! A versão MVP, é o conjunto de funcionalidades em que acreditamos ser o mínimo para que o usuário veja valor.

O conceito MVP ganhou notoriedade quando Eric Reis, empreendedor do Vale do Silício, publicou seu livro Lean Startup – Traduzido para português para Startup Enxuta. O livro apresenta as estratégias para validar uma ideia em um curto tempo e com pouco recurso. Ou seja, seu principal objetivo é evitar desperdícios de tempo e recursos com o que não gera retorno, e alcançar o time-to-market rápido.

Exemplos de MVPs no mercado:

Como já mencionei, Facebook, Drop Box e Easy Táxi são exemplos de grandes empresas que passaram pelo processo de MVP de seus produtos. Contudo, vamos entender um pouco como elas validaram o modelo de negócio para ser tornarem o que são hoje:

Facebook:

O jovem Mark Zuckerberg utilizou uma estratégia simples para validar sua ideia. Inicialmente, a rede foi testada somente dentro do perímetro da Universidade de Harvard. Dessa forma, foi possível entender o que era necessário para atender as necessidades de seus usuários. As validações foram necessários para promover alterações importantes nas funcionalidades.

Drop Box:

Todos sabemos que desenvolver um software não é barato, mesmo que seja um MVP. Por isso, os fundadores da Drop Box criaram um vídeo para exemplificar o funcionamento da ferramenta. Com este vídeo foi possível captar mais de 60 mil interessados na solução. Era a prova necessária para investir no desenvolvimento do produto.

Easy Táxi:

Os fundadores da Easy Táxi construíram um formulário web para as pessoas entrarem e solicitarem um carro. Um e-mail era enviado para os donos que tomavam a responsabilidade de ligar nas companhias de táxi para pedir um carro naquele endereço. Esse processo foi suficiente para comprovar a necessidade da solução.

Como construir um MVP?

Entendemos que MVP é uma versão simples do produto final, no entanto, não confundam simples com “de qualquer jeito”. Pois, entregar um produto com falhas e bugs pode diminuir sua credibilidade com o cliente.

Nosso objetivo aqui é desenvolver um produto com poucas funcionalidades. No entanto, que resolva um problema.

Um framework que gosto muito de utilizar é o Venture Design, criado por Alex Cowan.

 

MVP: O que é e como definir seu?

O framework Venture Design ajuda a sua equipe focar no que é importante para o usuário.  Aumentando as chances de entregar um produto com valor agregado ao usuário final. Vamos entender cada etapa de sua construção.

Personas:

Podemos dizer que, persona é um conjunto de características e ações humanas que devem representar o usuário do seu produto. Portanto, conhecer o seu usuário é essencial para desenvolver um produto que terá demanda no mercado.

Por isso, tenha clareza sobre quem é sua personas.

  • Quais são suas características e ações?
  • Sempre valide seu trabalho com a persona que você descreveu.
  • Não faça produtos para pessoas fictícias, converse com pessoas reais.
  • Como é um dia da sua persona?

Problem Scenarios & Alternative:

Analisar os problemas relatados por suas personas e, entender quais são as alternativas utilizadas para resolver as dores devem ser feitas nessa etapa. Afinal, para construir as hipóteses de valor do seu produto, você deverá entender muito bem sobre:

  • As tarefas realizadas no dia a dia da persona
  • Hábitos que elas possuem
  • Desejos de solução
  • O que pode ser testado com essas personas?
  • Em que momento as personas mais sofrem com os problemas?
  • Por que as personas se importam com esses problemas?
  • Quais alternativas elas estão utilizando hoje para resolver o problema?

O produto deve ser construído sobre essas análises. Afinal, quem não se importa com um problema, dificilmente pagaria por uma solução.

Value Proposition:

Agora que você já sabe quem é sua persona e quais problemas existem no seu dia a dia, está na hora de criar hipóteses de valor. Ou seja, o que podemos fazer para resolver o problema da persona e que seja melhor que a alternativa utilizada.

Utilizar os conceitos de MVP nessa etapa será muito importante. Afinal, você deve validar rápido com sua persona se a sua hipótese resolve uma dor e se pagariam por ela.

Ao construir sua hipótese, considere:

  • Como medir se a hipótese está resolvendo o problema da persona?
  • Quanto tempo preciso para validar a hipótese?
  • A hipótese é melhor que a alternativa utilizada?

Customer Discovery & Experiments:

Com as hipóteses desenhadas, está na hora de experimentar e analisar as reações dos usuários. Nessa etapa, podemos lançar hipóteses diferentes para grupos diversos de usuário. Assim, você pode identificar qual hipótese gerou mais valor.

Experimentos são a base da inovação e podem entregar informações relevantes ao produto. Por isso, saia do prédio e valide com as personas que você desenhou.

User Stories & Prototypes:

Essa etapa é onde as empresas, principalmente as de tecnologia, gastam mais dinheiro.

Alinhar com seu time de desenvolvimento todas os cenários vistos até agora, é extremamente importante. Afinal, está na horá de criar uma versão do seu produto – lembre-se que até agora estávamos validando hipóteses.

Na construção do produto é importante ter uma comunicação eficaz com o time.  Utilizar User Stories irá ajudar seu time entender o que precisa ser feito.

Considere nessa etapa:

  • Desenvolva boas narrativas para ajudar seu time na implementação do produto.
  • Verifique se as User Stories estão claras. Se possível, peça para um membro do time explicar o que precisa ser feito.
  • Não perca tempo realizando qualquer alteração que não tenha sido discutida e validade durante o processo.

Product & Promotion:

Gosto de dizer que seu produto nunca estará finalizado. Afinal, o mercado muda a todo momento, pessoas desenvolvem novas habilidades e novos problemas surgem. Por isso, utilizar ferramentas para monitorar o uso do seu produto e colher feedback dos usuários, pode ajudar sua empresa identificar quando é necessária uma melhoria.

Conclusão:

Pode parecer difícil implementar esse conceito do MVP, no entanto, sua empresa tem muito a ganhar com seus benefícios. Lembre-se, tempo e dinheiro são recursos preciosos para qualquer empresa, então use com inteligência.

Seu projeto vai precisar de uma estratégia de vendas para alcançar seus clientes. Por isso, recomendamos a leitura do artigo Como o processo de vendas influencia no sucesso de seu cliente.

Ainda tem dúvidas sobre o MVP, comenta aqui no artigo e vamos te ajudar.