Por que 90% das Startups falham? Aprenda a fazer parte dos 10% que triunfam!

startups que falham

Decidir começar uma empresa é sempre uma decisão muito difícil. Ainda mais quando nos deparamos com estatísticas como a de que 90% das startups falham e fecham as portas. O dado é alarmante. Afinal, o sonho de muitos jovens empresários, cheios de ideias e disposição, é começar o seu próprio negócio. 

Ainda assim, você deve estar pensando: mas será que se olharmos apenas para o Brasil o dado é semelhante? Bom, infelizmente uma pesquisa feita pela Aceleradora Startup Farm aponta para o mesmo sentido.

Mas não entenda esse texto como um desestímulo a tentar começar o seu próprio negócio. Pelo contrário: nós queremos que cada vez mais pessoas tentem — e consigam! Segundo a pesquisa da Failory, identificamos uma série de fatores mais recorrentes que levam os negócios ao fracasso.

É por isso que, aqui, além de explicar como os casos negativos ocorrem, esperamos poder ajudar a te colocar entre os 10% bem sucedidos. Aliás, mais que isso, o nosso desejo é que o dado de startups que alcançam o seu objetivo seja cada vez mais alto. Quer entender tudo isso melhor? Continue de olho no texto!

Como as startups fecham?

Você começou um negócio, cheio de disposição e dedicação. Além disso, escolheu os melhores profissionais disponíveis na área (considerando a realidade do seu negócio). Acontece que, mesmo assim, algo deu errado. 

Afinal, como as startups fecham? Essa é a pergunta mais triste de se responder neste texto. Segundo os dados observados na pesquisa de referência, 20% das startups fecham suas portas já no primeiro ano. E o número só sobe com o passar do tempo, chegando a incríveis 70% ao fim de 10 anos.

Geralmente, startups demorar de duas a três vezes mais para alcançar validação de mercado do que seus gestores imaginam a princípio. 

Tudo isso nos leva a uma conclusão muito óbvia (ainda que deva ser ressaltada): todos que fundam uma startup acreditam fielmente em suas ideias, mas nem sempre sabem transformá-la em um negócio saudável.

Mas, onde reside o problema, então? Bom, alguns aspectos podem ajudar a explicar isso. E é deles que vamos partir. 

Com os principais sintomas, fica mais fácil reconhecer quais os melhores tratamentos. 

Por que as startups falham?

A pesquisa feita pela Failory nos ajuda a entender muito bem alguns dos principais motivos para que as startups não sobrevivam de forma saudável. Segundo o estudo, os principais fatores estão relacionados à gestão e ao mercado.

Isso não significa que eles sejam os únicos. Alguns outros problemas também são comuns. Eles podem ser, em ordem crescente de porcentagem, segundo os relatos:

  • Problemas legais (2%)
  • Problemas operacionais (2%)
  • Problemas de tecnologia (6%)
  • Problemas financeiros (16%)

Juntos, esses problemas significam 26% dos transtornos encontrados por startups. Todos os 74% restantes estão distribuídos em surpreendentes 3 fatores. Por isso, ainda que os anteriores não devam ser desprezados, é essencial ficar ligado nos próximos 3 itens. 

Problemas de time – 18%

É possível que, ao ler as razões de falhas anteriores, você já tenha suspeitado que este apareceria entre os maiores. Não porque startups e problemas de gestão sejam indissociáveis, mas porque até grandes empresas lidam diariamente com isso.

Ao dar o primeiro passo para começar sua empresa, um fator é fundamental: sócios, fundadores e colaboradores devem estar alinhados. Se duas ou mais pessoas decidem começar um negócio, elas devem sempre manter as expectativas e distribuição de tarefas de maneira justa e que se adequem à expertise de cada um.

Por exemplo, se um dos sócios deixou de lado seu trabalho anterior e está se dedicando 100% do tempo à empresa, enquanto outro segue trabalhando e gerenciando ao mesmo tempo, podem haver problemas.

Não quer dizer que eles não possam trabalhar assim, mas que isso deve ocorrer sempre em acordo.

Outro problema pode ocorrer na relação de lideranças e colaboradores. Para lidar com situações assim, é importante ter uma cultura alinhada e ser capaz de exercer bem a relação de gestores e funcionários. Reuniões de alinhamento recorrentes podem ser uma ótima alternativa.

Problemas de marketing – 22%

Não há discussão quanto à importância do marketing para um negócio. Hoje, mais que nunca, a variedade de canais de comunicação, métodos de prospecção, conversão e publicidade é tremenda.

Contudo, isso ocorre em duas vias: enquanto você tem uma infinidade de possibilidades, todos os seus concorrentes também têm. Por isso, o marketing, além de benéfico, é também a base de um negócio bem sucedido.

E o pior de tudo é que, mesmo com um produto excelente, você ficará de mãos atadas se não for capaz de se conectar aos clientes e criar estratégias de comunicação e vendas. Imaginem quantos ótimos produtos podemos ter deixado de conhecer simplesmente pela dificuldade de empresas em mostrá-los para o mundo. Ou mesmo pior: quantas empresas não viram ideias similares às tendo um desempenho melhor nas vendas que o seu.

Levar o núcleo de marketing a sério é a base fundamental para a sua saúde financeira. Afinal, uma empresa tem como objetivo primordial vender. Independente de quão qualificados sejam seus desenvolvedores e quão inovador é seu produto, você não será capaz de continuar desenvolvendo e crescendo sem vendê-lo.

A recomendação aqui já deve estar óbvia. Você deve investir em bons vendedores, estratégias de venda, contratação de plataformas de gestão e empresas qualificadas para treinamento. Só assim é possível conquistar o seu espaço no mercado.

Não encontra o Product-Market Fit – 34%

O Product-Market Fit (ou PMF) diz respeito à capacidade de encontrar um mercado que realmente necessite da sua solução. Ou seja: você consegue oferecer um produto que vai sanar uma dor específica de pessoas ou empresas.

Mas, isso não soa estranho? Afinal, elas surgem da necessidade de criar uma solução para uma dor de mercado

Realmente parece estranho que aconteça em uma leitura superficial. Mas vamos tentar olhar um pouco mais atentamente para o problema.

Quantos casos você conhece de pessoas extremamente talentosas e criativas que quiseram começar um negócio? Muitas, não é mesmo? Mas, quantos desses negócios foram bem sucedidos? Metade? Um terço? E o que será que fez isso acontecer?

São muitas perguntas, e a principal resposta, provavelmente, é a vontade de fazer um produto altamente técnico, muito rebuscado, deixando de lado o mercado.

A questão é que, em vários momentos, os empreendedores querem tanto fazer o melhor produto possível idealmente que esquecem o principal motivo de terem começado. Quando nós tentamos fazer o produto mais tecnicamente perfeito, podemos acabar deixando de lado o cliente, e isso pode ser péssimo.

O que nos leva a outra questão. Antes de começar a vender o seu produto, você deve definir o seu Ideal Customer Profile (ou IPC). Em tradução livre, isso significa Perfil Ideal de Cliente e diz respeito à pessoa que será idealmente beneficiada pela sua solução.

Sem isso, é impossível definir estratégias de venda e dar vazão ao seu produto; a fórmula perfeita para que sua startup falhe.

Seja parte dos 10% das startups que triunfam!

Nós sabemos que muitas vezes a distância entre a teoria e a prática é enorme. Contudo, é a união destes dois aspectos que constrói bases sólidas para o sucesso da sua empresa. Por isso, leve as dicas que demos aqui como os primeiros passos, mas siga se aperfeiçoando.

Se você quer aprender as estratégias principais para gerar crescimento exponencial para sua empresa, dá uma olhada em nossa consultoria.

Mantenha uma visão global do seu negócio, acreditando na importância e força de todas as áreas. Levando em conta os maiores problemas enfrentados pelas demais startups, você terá um bom ambiente para começar.

Se quiser saber mais sobre marketing e vendas — como vimos, aspectos indispensáveis para uma startup — siga acompanhando o blog da Salestime. Afinal, o que mais desejamos é um ambiente cada vez melhor para os negócios!